Vagueio na noite...
A procura de sons...
Que mesmo em silêncio...
Desejaria ouvir tu te manifestares...
Porque as palavras emudeceram...
Porque o vento com tua fragrância...
Não sopra mais com a mesma intensidade...
Porque às vezes me encontro morrendo...
Porque em outras me encontro correndo...
Ao sabor do vento que nada me diz...
A saudade é tanta...
E eu ainda sobrevivo...
Mas cada dia que passa...
Acordo sonhando com um mágico encontro...
E em meio a delírios eu continuo te amando...
Já não tenho pressa...
Hoje vagueio alada no meu mundo...
Às vezes perdidas...
Às vezes me reencontrando...
Choro liberta já ninguém me ouve...
E na sombra de meu pensamento...
No silenciar de minha alma...
Encontro teu nome descrito...
Com ternura e carinho...
E por isso tudo eu continuo...
A escrever meu poema de amor...
Falando-te de meu coração...
Na sombra de meu pensar...
Mesmo sem voz ao som do silêncio...
Continuarei a falar “A –M-O-R”
OUVINDO - PORQUE CHORAM AS ROSAS!
POR UM MUNDO MELHOR RESPEITE OS DIREITOS AUTORAIS!
TODO POETA E POETISA AGRADECE!
Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
Como acordar sem sofrimento?
Recomeçar sem horror?
O sono transportou-me
àquele reino onde não existe vida
e eu quedo inerte sem paixão.
Como repetir, dia seguinte após dia seguinte,
a fábula inconclusa,
suportar a semelhança das coisas ásperas
de amanhã com as coisas ásperas de hoje?
Como proteger-me das feridas
que rasga em mim o acontecimento,
qualquer acontecimento
que lembra a Terra e sua púrpura
demente?
E mais aquela ferida que me inflijo
a cada hora, algoz
do inocente que não sou?
Como acordar sem sofrimento?
Recomeçar sem horror?
O sono transportou-me
àquele reino onde não existe vida
e eu quedo inerte sem paixão.
Como repetir, dia seguinte após dia seguinte,
a fábula inconclusa,
suportar a semelhança das coisas ásperas
de amanhã com as coisas ásperas de hoje?
Como proteger-me das feridas
que rasga em mim o acontecimento,
qualquer acontecimento
que lembra a Terra e sua púrpura
demente?
E mais aquela ferida que me inflijo
a cada hora, algoz
do inocente que não sou?
**SONS DO SILÊNCIO**
Vania Staggemeier
Vagueio na noite...
A procura de sons...
Que mesmo em silêncio...
Desejaria ouvir tu te manifestares...
Porque as palavras emudeceram...
Porque o vento com tua fragrância...
Não sopra mais com a mesma intensidade...
Porque às vezes me encontro morrendo...
Porque em outras me encontro correndo...
Ao sabor do vento que nada me diz...
A saudade é tanta...
E eu ainda sobrevivo...
Mas cada dia que passa...
Acordo sonhando com um mágico encontro...
E em meio a delírios eu continuo te amando...
Já não tenho pressa...
Hoje vagueio alada no meu mundo...
Às vezes perdidas...
Às vezes me reencontrando...
Choro liberta já ninguém me ouve...
E na sombra de meu pensamento...
No silenciar de minha alma...
Encontro teu nome descrito...
Com ternura e carinho...
E por isso tudo eu continuo...
A escrever meu poema de amor...
Falando-te de meu coração...
Na sombra de meu pensar...
Mesmo sem voz ao som do silêncio...
Continuarei a falar “A –M-O-R”
OUVINDO - PORQUE CHORAM AS ROSAS!
POR UM MUNDO MELHOR RESPEITE OS DIREITOS AUTORAIS!
TODO POETA E POETISA AGRADECE!
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Carlos Drummond de Andrade
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As sem-razões do amor
Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
Carlos Drummond de Andrade
--------------------------------------------------------------------------------
Acordar, viver
Como acordar sem sofrimento?
Recomeçar sem horror?
O sono transportou-me
àquele reino onde não existe vida
e eu quedo inerte sem paixão.
Como repetir, dia seguinte após dia seguinte,
a fábula inconclusa,
suportar a semelhança das coisas ásperas
de amanhã com as coisas ásperas de hoje?
Como proteger-me das feridas
que rasga em mim o acontecimento,
qualquer acontecimento
que lembra a Terra e sua púrpura
demente?
E mais aquela ferida que me inflijo
a cada hora, algoz
do inocente que não sou?
Ninguém responde, a vida é pétrea.
Carlos Drummond de Andrade
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Acordar, viver
Como acordar sem sofrimento?
Recomeçar sem horror?
O sono transportou-me
àquele reino onde não existe vida
e eu quedo inerte sem paixão.
Como repetir, dia seguinte após dia seguinte,
a fábula inconclusa,
suportar a semelhança das coisas ásperas
de amanhã com as coisas ásperas de hoje?
Como proteger-me das feridas
que rasga em mim o acontecimento,
qualquer acontecimento
que lembra a Terra e sua púrpura
demente?
E mais aquela ferida que me inflijo
a cada hora, algoz
do inocente que não sou?
Ninguém responde, a vida é pétrea.